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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mercado Pet: Empresas do mercado pet apostam em inovação e qualidade

Os peludos ganhando mais espaço! Saiu no G1:

20/05/2012 07h48- Atualizado em 20/05/2012 07h48

Empresas do mercado pet apostam em inovação e qualidade (link)

Empresário do ABC paulista fabrica secadores e sopradores de pelos. Confecção de moda pet aposta em matéria-prima e acabamento.

O mercado pet fatura R$ 12 bilhões por ano no Brasil. E as empresas aproveitam para lucrar cada vez mais. Donos de animais de estimação colaboram. Eles não poupam gastos para mimar os bichinhos

Os cães Kevin e Simon ganham de tudo. Roupas, caminhas, brinquedos. Eles são os xodós da casa. “O que sair de lançamento a gente compra. Para conforto deles, 100%, e porque a gente gosta de dar o mimo e fazer eles se sentirem bem”, diz a bancária Erika Belluzzo. Os dois cãezinhos são tratados como filhos, como ocorre em milhares de casas de brasileiros.

As empresas do mercado pet apostam em inovação e qualidade para enfrentar a concorrência.

O empresário Marcos Cesar Bodo fabrica para pet shops secadores e sopradores – equipamentos que tiram o excesso de água do pelo do cachorro. A empresa fica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Três funcionários trabalham na montagem de 300 peças por mês. Parte da fabricação é terceirizada.

“Tem algumas coisas que a gente não tem a condição de fazer, que nem a parte de pintura.
Essa parte tem que ser feita fora, parte de fundição, parte de serralheria. Você acaba fazendo tudo fora”, explica Bodo.

A empresa funciona há mais de 20 anos. Miklos Istvan Bodo, pai de Marcos, comanda a linha de produção. Para concorrer com os equipamentos importados, os empresários lançaram os secadores e sopradores coloridos, feitos em plástico. São mais de 10 opções de cores.

“Os Estados Unidos lançaram duas cores novas. Então tivemos que acompanhar o esquema. Foi necessário desenvolver material da mesma tonalidade, fornecedor de matéria-prima para poder fabricar o produto na cor”, diz o pai.

Os sopradores em plástico custam a partir de R$ 400, e os secadores, de R$ 700. De alumínio fica mais caro, com preço médio de R$ 900 reais. O faturamento da empresa chega a R$ 160 mil por mês. “A gente espera crescer pelo menos uns 7%, 8%, nas partes de vendas. Essa que é a expectativa da nossa empresa”, revela Marcos.

Flavio Fernandes é dono de um pet shop em São Paulo. Ele é cliente da empresa. A loja tem vários produtos para cães e oferece serviços de estética animal. O setor de banho e tosa é o mais lucrativo para Fernandes. Ele atende em média 25 cães por dia. E para isso, foi preciso investir em quatro secadores e quatro sopradores.

O gasto com os equipamentos foi de R$ 5 mil. “Os equipamentos que já eram bons vem melhorando, atendendo as especificações e as necessidades dos profissionais do banho e tosa”, diz o empresário.

De tanto gostar de animais, a empresária Sueli Regina Mottola montou uma confecção de moda pet. “Eu era uma criadora de cães e comecei a fazer fitas para os meus cãezinhos para levar nas exposições e os amigos começaram a pedir”, conta.

Ela expandiu o negócio ao abrir a fábrica na zona norte de São Paulo. Investiu R$ 60 mil em maquinários e no aluguel do espaço. Hoje, a empresária faz roupinhas, camas e acessórios.
Na linha de produção são feitos mais de 80 tipos de produtos, a confecção fica por conta da equipe de costureiras, uma turma bem afinada, que chega a produzir cerca de 6 mil peças por
mês.

A empresa aposta na matéria-prima de qualidade e capricha no acabamento. As roupas e as camas são os itens que mais vendem. E a empresa tem mais de 5 mil clientes cadastrados. O faturamento médio é de R$ 120 mil por mês.
Os produtos vão para pet shops de todo o país. Em um deles, há uma linha completa de camas, roupinhas e acessórios. “Os clientes são bem seletivos. Então, sempre que têm novidades eles estão sempre vindo buscar”, diz Cláudia de Moura Santos, dona do pet shop.

Sueli está otimista com os negócios e quer investir para enfeitar e deixar os bichinhos bem charmosos. “Nós estamos sentindo um crescimento muito grande por ordem de 20% a 25% este ano”, afirma.

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domingo, 5 de agosto de 2012

Mercado Pet

 Inovações para os nossos melhores amigos! Saiu no G1:

22/07/2012 07h39- Atualizado em 22/07/2012 08h20
Dentista e florais para animais são apostas no setor de pets (link)

Empresário investiu R$ 40 mil em clínica odontológica há dez anos. Florais para cães e gatos são aposta de outro empreendedor. 
Pequenas empresas apostam em produtos e serviços diferenciados para os animais de estimação. Para garantir a saúde e o bem-estar dos bichinhos, o setor oferece tratamentos com florais e clínica odontológica especializada.
A cadela Hadara entra, senta e espera. Ela tem hora no dentista, em uma clínica odontológica, que é exemplo do quanto o mercado pet está sofisticado.

O empresário e veterinário Renato Tartalia examina a paciente e dá o diagnóstico. “Ela tem a persistência dos dentes de leite. Os dentes de leite não caíram quando os definitivos erupcionaram”, explica.

O empresário tinha um pet shop e fechou as portas depois de aprender uma lição: para ganhar dinheiro, é preciso se especializar. “Eu fui começando a perder mercado porque começaram a abrir novos negócios do meu lado. A especialização foi o caminho que eu achei para poder me diferenciar no mercado e sobreviver.”

O empresário investiu R$ 40 mil há dez anos. Montou uma sala de cirurgia com monitor cardíaco e respiratório, aparelho de anestesia e os instrumentos de dentista com motorzinho e foco de luz. Ele faz 120 procedimentos dentários por mês.

O tratamento mais comum num centro odontológico veterinário é o tártaro, também porque é a doença que mais aparece na boca dos cachorros. “É uma questão de fisiologia mesmo da boca dos cães. Enquanto nos humanos o mais importante é a cárie, nos cães e o tártaro.”
E chega a vez de Hadara. Ela é preparada, recebe a anestesia e a entubação. Um procedimento considerado simples no ser humano – uma extração dentária - é complicado no animal porque ele não para quieto. A anestesia tem que ser geral e as funções vitais da paciente são monitoradas o tempo todo.
Um a um, o veterinário extrai os cinco dentes que estavam incomodando a paciente. “Foi tudo bem, a paciente é jovem, saudável, esses dentinhos que ela apresentava já estavam já num processo de absorção da raiz, então foi bem fácil, bem rápido extraí-los”, diz Tartalia.
Em média, uma cirurgia custa R$ 850 e pode demorar até três horas.
No final, os pacientes são reanimados carinhosamente e são recebidos de braços abertos pelos donos. “Fiquei um pouco nervosa, mas agora já estou tranquila. Nem parece que ela fez cirurgia, ela já está agitada, está querendo ir atrás da bolinha, então está tudo certo”, afirma Kauani Fittipaldi.
FloraisJá o empresário Joel Aleixo trata os animais de outro jeito. Desde 1991, ele fabrica florais - essências de flores usadas para fins terapêuticos em pessoas. Há um ano, ele descobriu um mercado novo e surpreendente.

Ele lançou florais para cães, gatos e outros animais. Em termos de negócio, foi um achado. Depois de um ano, ele vende 30 mil unidades como por mês.

A produção começa em Cotia, na Grande São Paulo. No fundo de casa o empresário cultiva as flores. Em um canteiro em forma de círculo, há uma mandala, com mais de 30 tipos de flores. Segundo ele, cada uma tem uma indicação terapêutica, como o manjericão, uma planta extremamente estimulante, muito boa para o sistema digestório do animal. A camomila é calmante, acalma o bicho, deixa o bicho mais silencioso, mais tranquilo.

A matéria-prima vai para um laboratório. O empresário investiu R$ 200 mil em equipamentos e testes. As flores são imersas numa mistura de água e álcool e ficam por 28 dias. Depois, a essência da flor fica dentro de um líquido.

Para atrair os cãezinhos, os florais são borrifados em bolinhas. Há também balinhas. “É como fazer remédio para criança, a gente pega eles pelo gosto, pelo sabor”, explica o empresário.

A cliente Juliana Zimermann tem duas labradoras velhinhas. Todos os dias, elas tomam florais de manjericão, para ganhar ânimo. A casa tem ainda um filhotinho de bassé, que come demais e toma floral de flor de anis com bálsamo para ajudar na digestão.

Na fábrica, a produção não para. O empresário fornece os florais para 160 farmácias e pet shops do país, e quer ir mais longe. ”Em poucos meses, nós tivemos uma venda, um aumento no número de frascos oferecidos ao mercado pet, para os bichos. Eu creio que mais um ano, dois anos no mais tardar, nós estaremos com 100 mil unidades por mês Exportação também. Inclusive eu estou daqui a dez dias indo para a Europa para já iniciar negócios nesse ramo, floral para animal”, afirma Aleixo.

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