sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PetDica: Cachorro não precisa de agasalho

 Uma boa dica de leitura para aqueles que cobrem os seus bichinhos das patas à cabeça! Saiu no Saúde:

Cachorro não precisa de agasalho (link)

Gorro, casaquinho e, não raro, cachecol e meias! Se você acha que cobrir seu bicho das patas à cabeça vai protegê-lo do frio, saiba que, além de deixá-lo desconfortável, isso pode ser um perigo e tantopor Elaine Moraes
design GIOVANNI TINTI

Chega o frio. E aí, com a melhor das intenções ou, vamos ser francos, por puro exibicionismo, você resolve vestir o seu cão com roupas para dias de temperatura mínima, como se ele já não fosse munido por natureza de pelagem, curta ou longa, não importa. Antes de montar um guarda-roupa completo para o seu bicho passear nesta estação, alto lá. Bom senso, por favor, até por questões de saúde.


De acordo com Mario Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo, muita gente peca pelo exagero quando resolve encapotar o pobre animal e faz de um passeio com o cachorro um desfile de modelitos fashion. Além de inútil, tanta roupa pode botar o cão em risco, alerta o veterinário. O cachecol, por exemplo, às vezes provoca acidentes quando ele, tentando se desvencilhar da peça, acaba se enforcando.


Cães de pelagem longa definitivamente não precisam de roupa nenhuma, por mais frio que esteja o clima. Os que estão acima do peso, mesmo que sejam de uma raça de pelagem curta, também não. A própria gordura corporal já os deixa aquecidos, justifica o veterinário José Manuel Mourino, da Clínica Pet Place, em São Paulo. Se você teimar em agasalhar seu pet peludo ou gordo, só vai contribuir para uma bela hipertermia, quando a temperatura do corpo sobe além da conta.


As raças de pelo curto até podem aderir à moda, desde que você note que, de fato, seu cachorro sente frio (veja os sinais abaixo). No caso, escolha uma única peça e muito importante também observe se ela não tolhe os movimentos. Aliás, o ideal é que o animal seja acostumado à novidade aos poucos. E, se perceber que não quer mesmo saber de sair vestido, o melhor é não insistir. Para alguns, o contato do tecido com o corpo pode provocar um coça-coça sem fim e até mesmo uma doença de pele, se houver predisposição. O que tem que prevalecer sempre é o conforto, conclui Mourino.


NÃO INVENTE MODA
Tecidos sintéticos e de lã costumam causar alergias. Prefira os de algodão ou malha macia.

Sapatos? Nem pensar! Além de incômodos, fazem o cão perder o tato, que no caso é sentido principalmente por meio das patas.

Se o bicho é gordinho ou tem pelos longos, deixe as roupas de lado e, no máximo, providencie um edredom ou travesseiro, só para dar aconchego na hora da soneca em noites mais frias.


DOIS SINAIS DE FRIO
1. Ele tem ataques de tremedeira.
2. As orelhas e as patas ficam bem mais frias do que o normal.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

PetNotícia: Pets ganham hospital de luxo com UTI a R$ 2.500 por dia em São Paulo

Notícia fresquinha da Folha de São Paulo:


Pets ganham hospital de luxo com UTI a R$ 2.500 por dia em São Paulo (link)

JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO


Tem aparelho de tomografia de R$ 500 mil, UTI totalmente equipada e com médico à disposição 24 horas, pronto-socorro, centro cirúrgico, cinco salas de atendimento, diagnósticos por imagem computadorizada, esteira aquática para fisioterapia.
Tudo isso, porém, não é em uma nova unidade de um hospital de grife para gente. É para pets cujos donos podem pagar R$ 248 pela consulta em um "clínico geral" ou em uma das dez especialidades médicas no mais novo hospital veterinário de São Paulo, aberto há dez dias, na zona oeste da cidade.
O investimento no local foi de R$ 10 milhões e envolve mais cinco filiais de alto padrão que vão ser construídas nos próximos três anos.

Hospital de luxo para Pets


A cadela Rita, da raça Sharpei, recebe tratamento na UTI em hospital veterinário no Pacaembu
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
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O dia de internação custa R$ 700. Caso seja preciso usar a UTI, o valor salta para R$ 2.500. A sessão de fisioterapia sai por R$ 108, mas antes é preciso uma consulta de avaliação: R$ 148.
Os preços são semelhantes aos cobrados por bons profissionais para humanos.
A empresária Flávia Goffi Ozório não reclama de ter que pagar cerca de R$ 15 mil pelos cuidados com a yorkshire Bia, 3, que passou por uma cirurgia na perninha direita e terá de ficar internada.
"Esse conforto oferecido aqui é maravilhoso. É uma tranquilidade. Ela não sabe falar o que sente, então, a tecnologia ajuda no diagnóstico, é ótimo. A Bia é como se fosse minha filha. Tudo com ela é bem gasto", declara.

CHOFER

"Calma, calma. Vai passar logo e não vai doer. Estou aqui com você", diz Jeova Lopes ao cãozinho Bob, 8.
Ele é motorista da família do lhasa e o levou para uma aplicação de colírio com um oftalmologista do hospital, que também tem oncologista, dermatologista, cardiologista e outros especialistas.
Outra que chegou apenas com o chofer foi Nala, uma golden que teve de passar por uma ultrassonografia. Está com gravidez psicológica.
"Tudo que se espera da medicina humana é possível encontrar aqui, mas para os animais. O atendimento é global, por isso os valores podem parecer um pouco maior", diz Carla Alice Bern, sócia-proprietária do Pet Care Pacaembu.
Também sócio-proprietário, o empresário Marcelo Berger espera que, em seis meses, o hospital esteja faturando entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão por mês. Ele não gosta de usar o termo "luxo" para tratar do negócio.
"Não queremos ser um centro de atendimento elitista. Queremos ser um centro de excelência", diz.
A pedagoga Fernanda Mauro "pensou muito" antes de gastar os R$ 3.000, divididos em três cheques, para o procedimento ortopédico realizado em Scott, 5, um bernesse bonachão.
"Quando você vê seu cachorro sofrendo, sua família sofrendo por causa dele, você fica sem ação. Sei que há pessoas que não têm nem acesso a médico, mas se tenho o animal, tenho de cuidar dele da melhor maneira possível", afirma.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

PetDica: Quer adotar um novo cão? Saiba como fazer para adaptá-lo ao novo lar

 Matéria muito legal publicada no R7.


Quer adotar um novo cão? Saiba como fazer para adaptá-lo ao novo lar. (link)

Especialista em comportamento animal dá dicas de como receber seu novo amigo
Do R7


ChayReprodução/Sarita Dal Pozzo
Chayene, SRD de aproximadamente quatro anos, há um mês ganhou um novo lar

Se você é daquelas pessoas que não podem ver a foto de um bichinho para adoção que já quer levá-lo para casa, parabéns! Você é uma pessoa de coração nobre,mas saiba que, para receber seu novo amigo, alguns cuidados são necessários, principalmente se já houver um cão na sua casa.

Antes de qualquer coisa, é preciso saber se o seu cão é sociável com outros animais, como ele interage.

No caso de um idoso, só pegue outro animal se ele estiver bem de saúde, para não causar estresse demais ao seu velho amigo. Adotar um filhote, nessas condições, não é recomendável, um cão idoso precisa de todo cuidado e atenção.

Após decidir pela adoção e escolher o seu candidato a novo pet, faça alguns encontros com os cães antes de levá-lo definitivamente para casa. O ideal é que isso ocorra num ambiente neutro, para que seu cão não se sinta ameaçado ou invadido. Neste caso ele pode reagir muito mal.


A seguir, a especialista em comportamento animal Yara Hirano, dá algumas dicas de como deve ser esta aproximação:

— Lembre-se, ambiente neutro, o ideal é fazer numa praça ou parque em horário mais tranquilo sem muito movimento.

Yara explica ainda que esta é apenas uma das formas de apresentação, e que este processo requer paciência e pode levar algum tempo, dependendo do estado de cada cão. É desaconselhável apresentá-los se houver sinais de ansiedade ou agressividade.
Agora, se todas as etapas forem bem sucedidas, boa sorte e seja feliz com seu novo amigo.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Parque Bom pra Cachorro: Parque da Aclimação / SP

 Dica do blog Amo Cachorros:

Parque da Aclimação (Zona Sul)
Sobre o parque: O Parque da Aclimação era chamado de "Jardim da Aclimação", pois o local servia para "aclimatação" temporária do gado trazido da Holanda. Em 1939, o parque passou a ser chamado de "Parque da Aclimação".
Área: O parque tem uma área de 118.787 m2 com um lago de 33.380 m2.
Cachorros: Para circular com o seu cachorro é necessário o uso da guia. O parque conta com bebedouros especiais para os cachorros e um ambiente agradável para o seu peludo brincar e conhecer novos "AUmigos".
Funcionamento: O parque funciona diariamente das 6h às 20h.
Endereço: Rua Muniz de Souza, 1119 - Aclimação (Veja no mapa)

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PetDica: Piscina liberada para cachorro

 Bem legal essa dica publicada no blog do Estadão:


Piscina liberada para cachorro (link)

POR MARCELA RODRIGUES SILVA


Há 1 ano e 6 meses, A beagle Kika em de 2 anos, fazia sua primeira aula de natação. Era um dia quente de sol e, segura com um colete, Kika deu seu primeiro mergulho na piscina do Pet Hotel Dog Life, na Penha, zona leste. O exercício não era frescura de cadelinha de madame, mas uma recomendação veterinária. Kika estava acima do peso e, agitada, descontava tudo nos móveis da dona, a bancária Karina Capitani, de 30 anos. “Recorri à natação para ajudar na socialização dela, na saúde e também para ela brincar e gastar energia, já que, se fica à toa em casa, ela sempre apronta”, conta Karina.
As atividades de cães na água têm sido grandes aliadas quando o assunto é combater o sedentarismo. Segundo o veterinário João Carlos Colombo, do Pet Hotel Dog Life, a atividade beneficia o aparelho cardiorrespiratório, fortalece a musculatura e favorece o gasto de energia.
“Pelo impacto na água ser muito menor, o exercício também é indicado para animais com problemas nas articulações, entre outros, pois evita lesões e impactos nas articulações. E ainda é divertido para o pet”, explica.


A beagle Kika em em aula de natação (Foto: Divulgação/Pet Dog Life)


E Karina já até calcula os benefícios no comportamento da cadela Kika. “Ela nada como um peixinho. Nos dias de natação, fica muito calma. Ela chega em casa, faz suas necessidades e logo vai dormir, de tão cansada”, conta.
No Dog Life é usada uma piscina de 10 metros de comprimento e profundidade de até 60 centímetros de água, com rampas para facilitar o acesso dos cães, nas primeiras aulas. No início, o cão conhece a piscina ainda vazia, só depois a água é introduzida. Depois da fase de adaptação, os cães são conduzidos para uma piscina maior. “Uma das técnicas que utilizamos para garantir uma aula tranquila é carregar o cão com colete salva-vidas em nossos braços e, com o corpo submerso, aos poucos soltarmos o animal, sem traumas”, esclarece.
Adestradora da Equipe da Cão Cidadão, Cassia Rabelo Cardoso dos Santos explica que, para facilitar a adaptação do pet na água, o dono sempre deve acompanhá-lo no primeiro dia. Além disso, normalmente os treinadores lançam mão de ferramentas para acalmá-los. “Se o cão gosta muito de um brinquedo ou petisco, incentivá-lo a entrar na água com eles facilita o processo de adaptação, já que associará o momento a algo positivo.”
Segundo Colombo, a frequência das atividades deve ser de no máximo três vezes por semana e não é aconselhável a permanência do animal por mais de duas horas na piscina. “Se a água for clorada, o cuidado deve ser ainda maior, já que a substância danifica a pelagem do cão. Nesse caso, é necessário dar um banho no pet logo após a natação e secar bem a pelagem em seguida, para evitar infecções”, explica.
Sem trauma na água
Segundo Cassia, os cães são animais que se adaptam facilmente às brincadeiras no meio aquático, sobretudo os das raças labrador, golden retriever e cocker spaniel. “O cão d’água português e o terra-nova são as que nadam melhor e, inclusive, são usados como cão salva-vidas.”
No entanto, como não se trata de um comportamento intrínseco à espécie, não basta empurrá-los diretamente na piscina. E pior: pode traumatizar. “Não se deve jogar o cão na água, achando que ele irá gostar da experiência. Ele pode ficar traumatizado ao se ver sem apoio para as patas, além da angústia da dificuldade para respirar”, alerta.
Cássia indica observar o cão individualmente, para saber se ele pode ou não ser considerado apto ou ter interesse nessa prática. De preferência, ela alerta, antes de colocá-lo na aula, leve-o ao veterinário, para certificar-se de que está tudo certo com sua saúde.

LIBERE SUA PISCINA:

>> Antes de matriculá-lo na aula de natação, leve-o ao veterinário
> > A primeira aula deve ser
acompanhada pelo dono
> > Jamais jogue o cão na água, pois isso poderá traumatizá-lo
> > Para facilitar a adaptação na água, coloque brinquedos e petiscos, para o animal se distrair e brincar
> > Ensine-o a sair da piscina para não haver risco de afogamento


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terça-feira, 18 de setembro de 2012

PetDica: Check up anual: animais também precisam fazer!

 Saiu no portal R7:


Check up anual: animais também precisam fazer! (link)

Exames previnem aparecimento de doenças e garantem velhice tranquila
Do R7

om o aumento da expectativa de vida dos animais domésticos ao longo dos anos, juntamente com os avanços da medicina veterinária, os exames de rotina que previnem doenças e garantem uma velhice mais tranquila se fazem necessários, agora também para os pets. Confira no vídeo a reportagem.


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PetNotícia: Ter um animal de estimação traz alegria, qualidade de vida e saúde

 Notícia fresquinha do UOL:


Ter um animal de estimação traz alegria, qualidade de vida e saúde (link)

Carla Uerlings
Do UOL, em São Paulo

Shutterstock
Para os humanos, a relação com seus animais de estimação é como um resgate da natureza
 Para os humanos, a relação com seus animais de estimação é como um resgate da natureza
Um casamento pode se desfazer em pouco tempo. Já a relação entre um humano e seu bicho de estimação, quase sempre, cumpre o “até que a morte os separe”.  É assim há pelo menos 10 mil anos, desde que o homem domesticou cão e gato.  Aos poucos, tornaram-se companheiros inseparáveis e essa relação foi evoluindo ao longo do tempo.

Filmes como “Marley e Eu” e “Para sempre ao seu lado”, que mostram o relacionamento entre os humanos e seus animais de estimação, não só foram sucesso de bilheteria como levaram plateias às lágrimas.

Hoje, pesquisas e estudos em todo o mundo demonstram que a convivência com os animais traz tranquilidade e bem-estar às pessoas.  Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal e atualmente com o programa “Missão Pet” no canal a cabo Nat Geo, vivencia de perto essa interação benéfica.

“Quando levamos cães em locais com pessoas doentes, em especial crianças, e  idosos, constatamos a alegria que trazem. A relação é muito diferente se há apenas humanos nas visitas”, relata Rossi.

O zootecnista lembra-se, em especial, de um golden retriever. “Era muito interessante, porque ele sempre dava carinho e atenção à criança que mais parecia triste. Ficava do lado e, aos poucos, ela começava a brincar.”

Uma extensão de si mesmo


Detento convive com gato em penitenciária dos Estados Unidos; segundo pesquisas, os felinos ajudam a trazer o lado sensível destes homens
Rossi explica que, ao contrário dos visitantes que se comovem com as histórias e muitas vezes não conseguem dar força às crianças e velhinhos, os cães trazem leveza ao ambiente.  “Eles brincam, fazem algo engraçado e proporcionam momentos de muita descontração.”

Para quem perdeu a capacidade de se locomover, por acidente ou até mesmo pela idade avançada, estar perto de um animal é se realizar através dele. “Quando essa pessoa vê um cachorro brincando e correndo como louco, é como se fosse uma extensão dele”, analisa Rossi.

Além disso, para quem quer emagrecer, ter um cão é uma excelente pedida. Isso porque é necessário fazer passeios diários, assim, sem perceber, a pessoa está se exercitando. Sem contar que, no caminho, vai fazendo amizades e conhecendo gente nova.

Relacionamento saudável

Que conviver com animais desde cedo faz bem à saúde, proporcionando o aparecimento de anticorpos e, deste modo, evitando futuras alergias, já está comprovado cientificamente.  

Agora, estudos já demonstraram que o contato com os animais aumenta a produção de endorfina no organismo, o hormônio que causa prazer e sensação de bem-estar. Além disso, o convívio com um cão ou gato diminui a pressão sanguínea, os níveis de colesterol e do estresse e também reduz o risco de problemas cardiovasculares.

Nos Estados Unidos, cachorros e gatos têm sido usados em prisões como forma de melhorar o clima interno. Em uma penitenciária feminina de Bedford Hills, as detentas ajudam a adestrar filhotes de labradores e golden retrievers. Após um ano, eles são doados a pessoas com deficiência físicas ou com estresse pós-traumático, como ex-veteranos de guerra.

Em prisões de vários Estados, graças a parcerias com abrigos de animais, gatos que estavam prestes a serem sacrificados são enviados para que os prisioneiros cuidem deles. Muitos destes, no corredor da morte. Para as autoridades locais, os gatos trazem o lado sensível daqueles homens, como se fossem crianças. Além disso, a presença dos felinos alivia a raiva e tira o estresse e a agressividade destes condenados.  


Cuide bem de seu pet

Alexandre Rossi dá dicas de como ter uma relação equilibrada com seu bichinho:
Não mime seu cão ou gato. Isso não é saudável nem para o animal, nem para você. Contrariado, ele pode ter atitudes agressivas
Não facilite a vida de seu pet. Ele precisa preservar os instintos. Faço-o farejar o que quer, use brinquedos que soltem a ração aos poucos
Caminhe, brinque com bolinha, faça com que ele se exercite. Isso é fundamental para a saúde dos animais
Se você tem um cão, leve-o para passear, assim ele mantém contato com outros de sua raça
Lembrem-se de que os animais, assim como os humanos, gostam de atenção e carinho

Resgate da natureza

Segundo a Abinpet  (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação),  até o fim do ano, teremos 37,1 milhões de cachorros e 21,4 milhões de gatos espalhados pelo país.  É só andar pelas ruas ou visitar casas e apartamentos para confirmar esses números.

Essa grande quantidade de pets na vida das pessoas talvez seja a busca de algo que se perdeu com a vida corrida e estressante.  “Hoje, vivemos em um mundo com aspecto artificial, rodeado de tecnologia e praticamente sem natureza por perto. A relação com os animais é uma forma de resgatar esse contato. É a ligação do ser humano com algo mais natural”, explica Carlos C. Alberts, professor de zoologia da UNESP no campus de Assis.

Muitas vezes as pessoas estão cansadas de interagir umas com as outras e elegem os animais para ter uma relação mais estável e até prazerosa. “Os animais têm um comportamento automático. Quando percebem que outro é mais forte, eles se submetem. Aí não há conflito e a relação torna-se mais fácil”, comenta o professor Alberts.

E não deixa de ser muito prazeroso chegar em casa e ser recebido com lambidas e pulos dos cães ou daquele entrelace dançante entre as pernas que só os gatos sabem fazer.


Percepção que ajuda e salva

Além de proporcionar bem-estar psicológico, os animais também podem ajudar os seres humanos de formas surpreendentes. Pesquisas comprovaram que cães ajudam a detectar cânceres precoces. Por seu olfato apurado, os cachorros descobrem a doença pelo cheiro alterado das pessoas que apenas eles conseguem sentir.

Mas os felinos não ficam atrás. O professor Alberts relata a história de um homem de 60 anos que descobriu estar com um tumor graças a seu gato. De uma hora para a outra, o animal começou a colocar a patinha próxima ao peito do dono e a miar sem parar. Fez isso várias vezes, sempre no mesmo lugar.  “A pessoa ficou cismada, procurou um médico e recebeu o diagnóstico de um tumor que começava a se formar.”

Já especialistas do Centro de Pesquisa do Hospital de Brest, na França, comprovaram que crianças autistas que passaram a ter um cão ou um gato, quando já tinham mais de cinco anos de idade, têm mais chance de apresentar melhora no relacionamento com outras pessoas se comparadas a outras que já nasceram em lares com a presença algum bicho ou que passaram a vida sem conviver com um.

Lorcan Dillon, um garoto inglês de sete anos, diagnosticado como portador de mutismo seletivo ainda aos três anos de idade, começou a se relacionar melhor com outras pessoas após ganhar uma gata. Sua mãe conta que ele costuma dizer à gata “Eu te amo, Jessy”, fora que a felina participa com ele de atividades e o ajuda a ter mais autoconfiança.

Também não é incomum vermos casos de animais que alertaram seus tutores em casos de incêndios e até em terremotos e tsunamis, como os do Japão. E, assim, conseguiram salvar suas vidas.

Letícia Cristina de Souza Teixeira, aos quatro anos, e sua gata Marie "Cristina" em sua casa, em São Bernardo do Campo (SP), em foto de setembro de 2009. A menina que nasceu com hidrocefalia e faz fisioterapia desde os 4 meses de idade passou a ser mais persistente no tratamento depois que ganhou o bichinho de estimação



Você é gateiro ou cachorreiro?



Você já parou para pensar por que gosta mais de cachorro ou gato? Por que se identifica mais com Garfield ou Odie?
Segundo o professor Carlos C. Alberts, a diferença de comportamento dos dois animais pode explicar essa preferência. “O cachorro vê o ser humano como um líder. Em uma matilha, todos os cães querem agradar o líder, o veneram e são condicionados a ele”, comenta. Geralmente, uma pessoa que não se incomode com essa relação de dependência, se dará melhor com um cão.
Um gato visualiza o dono mais como uma mãe ou irmão mais velho. “Sua célula social é a família. Ele é amoroso, mas faz o que quer, tem certa independência”, explica o professor. Nesse caso, alguém que tenha as mesmas características escolherá um felino.



Cão de morador de rua leva facada para defender o dono de ladrão


Pessoas que circulam pelo bairro da Saúde, em São Paulo, se comovem com a relação de Sebastião Palermo e seus cães, Fred (à direita) e Diana. Morador de rua há 20 anos, Sebastião considera os animais como sua família.
O sentimento de fidelidade e amor pode ser traduzido pela atitude de Fred, que levou uma facada só para defender o dono de um ladrão. “Estava dormindo em frente a uma loja e um homem veio me roubar. O Fred percebeu, foi em cima dele e acabou levando a facada”, relembra.
O cachorro foi ajudado por moradores do local e, após passar por cirurgia, está bem. Sebastião cuida dele desde quando era filhotinho. “O Fred é filho da Diana. Eles são fundamentais na minha vida. Não sei o que seria de mim sem os dois”


          

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