segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PetNotícia: Leishmaniose: o cão não é o vilão

 Matéria importante a ser lida! Saiu na Exame:


Leishmaniose: o cão não é o vilão (link)

Aumenta a preocupação com a proliferação do mosquito vetor e o contágio de animais de estimação e seres humanos

Cachorro deitado
A falta de informação aumenta os casos de maus tratos e abandono de animais
Mariana igueroa / Stock Xchng

São Paulo - No país, quando um animal é diagnosticado com leishmaniose, os órgãos de controle de zoonose o sacrificam. Muitas vezes, apenas a suspeita da doença já é motivo para pôr fim à vida do bicho. A campanha “Prevenção é a única solução”, lançada em setembro deste ano pela associação humanitária de proteção e bem-estar animal Arca Brasil, foi criada para combater a leishmaniose, que ainda é muito comum no Brasil. O objetivo é esclarecer o público em geral sobre a doença, incentivando o debate.
A grande reivindicação da campanha é o fim do sacrifício dos animais de estimação, já que a doença pode ser clinicamente curada. Outro ponto importante é a conscientização dos donos de animais de estimação – grandes hospedeiros da leishmaniose nos centros urbanos – a praticar a posse responsável e cuidar para que seus bichos recebam os cuidados preventivos. Além disso, a Arca Brasil acredita que o combate à doença deve ser focado na eliminação do mosquito, que transmite a doença por meio da picada, e não dos animais portadores da enfermidade.
Fernanda Kerr, veterinária responsável pela campanha da Arca diz que falta investimento do governo em ações educativas. “Para exemplificar, podemos comparar com a campanha contra a dengue, na qual é feito grande investimento em comunicação para informar a população sobre sintomas, prevenção e causa. No caso da leishmaniose, a gente não vê isso. O governo opta por realizar apenas medidas pontuais quando os casos aumentam só que a leishmaniose se alastra rapidamente – já está presente em quase todos os estados do Brasil -, e o desconhecimento pode ser determinante para o aumento dos números da doença”.
A falta de informação aumenta os casos de maus tratos e abandono de animais. Por isso, a Arca Brasil acredita que a capacitação dos profissionais da saúde é imprescindível para lidarmos com a leishmaniose e afirma que a melhor forma de enfrentar a doença é alterando as políticas de prevenção e combate. “Hoje, no Brasil, existem portarias que impedem que o veterinário faça o tratamento da forma adequada, por isso, temos feito grande esforço para esclarecer que a eutanásia não é a primeira opção: ela só é válida quando o animal já não tem condições de responder ao tratamento. Ela não é suficiente para cessar a doença, nem é uma medida correta com relação aos bichos de estimação. As pessoas devem procurar orientação jurídica e conseguir autorização para cuidar adequadamente de seus animais.”, afirma Fernanda.
Qualquer doença sempre traz preocupação, mas as que podem atacar tanto seres humanos quanto animais de estimação causam ainda mais alerta. A Leishmaniose Visceral Humana (LVH) é uma doença comum, porém ainda é cercada de mitos. É transmitida por um mosquito, que serve como vetor, conhecido como “mosquito palha” ou “birigui”, fácil de ser identificado pela cor, geralmente castanho claro.
Uma vez transmitida a um hospedeiro, a doença não é contagiosa ou infecciosa. Porém, devido à falta de informação sobre o assunto, a população encontra dificuldades para lidar com a leishmaniose. A falta de uma política pública adequada tem, como consequência, a morte de animais de estimação e o aumento na quantidade de pessoas contaminadas em diversas regiões do Brasil.
Existem dois tipos de leishmania (vírus): a L.infantum e a L.donovani. O segundo é desenvolvido pelos ratos e transmitida por meio de sua urina para os seres humanos; é considerado o mais grave. Já o primeiro, é o tipo mais comum no Brasil: doença contagiosa (zoonose) tanto para humanos quanto para animais.
“A leishmaniose é uma das principais zoonoses mundiais, e mesmo assim, ainda é negligenciada. A doença está presente em países com características em comum, lugares com zonas tropicais - como o Brasil - acabam tendo uma maior disseminação da doença devido ao ambiente, mas a leishmaniose também está muito ligada a questões sociais e econômicas. Até os anos 1980, ela era localizada na região nordeste, devido à ausência de infraestruturas básicas e questões nutricionais. Quando a pessoa já está fisicamente debilitada, não tem condições físicas de responder ao tratamento, que se torna mais difícil e arriscado. Hoje em dia, já temos registros de casos em grandes cidades brasileiras e no exterior, em países como França e Espanha, a leishmaniose não está mais restrita a um determinado lugar, ela é uma doença mundial”, diz Fernanda.
Para mais informações sobre a leishmaniose e a campanha “Prevenção é a única solução” acesse o site do movimento.

PetNotícia: Pet shop de Curitiba oferece 'creche' para animais de estimação

 Para o pessoal de Curitiba! Saiu no G1:


Pet shop de Curitiba oferece 'creche' para animais de estimação (link)

Donos deixam o animal no início do dia e retiram no início da noite. Ideia foi criada para ser um diferencial no setor, que cresce a cada ano.





Em Curitiba, onde há quase 2 mil pet shops, muitos negócios precisam criar alternativas para atrair clientes e “fidelizar” os animais. Uma dessas lojas especializadas criou uma creche para cães. Nela, os animais são deixados pelos donos durante a manhã e recolhidos à noite.

Ao longo do dia, os cães são acompanhados por monitores. Além de banho e tosa, os cães podem ficar soltos e brincar durante o período em que ficam no local. Há, inclusive, uma piscina para os animais poderem nadar.
“Em qualquer local, qualquer esquina, você encontra um pet shop, hoje em dia”, diz Sandra Marcon, dona do estabelecimento. Nos últimos três anos, o segmento cresceu 18% em todo o país.
Os gastos que os donos têm com os animais podem ultrapassar R$ 100 mensais, conforme o porte e a raça dos animais. “Para você ter um cachorro ou um gatinho em casa, tem que avaliar os custos que vai ter”, lembra a veterinária Patrícia Thiessen.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

PetNotícia: O tratamento pioneiro permitiu que cão paralisado andasse novamente

Uma ótima notícia! Saiu no portal Hypescience:


O tratamento pioneiro permitiu que cão paralisado andasse novamente (link)


Um estudo da Universidade de Cambridge (Reino Unido) conseguiu fazer cães que haviam perdido mobilidade nas pernas traseiras andarem novamente, o que oferece esperança de um tratamento para lesões parecidas em humanos, se combinado com outros tratamentos, como remédios e fisioterapia.
O tratamento pioneiro desenvolvido pelos cientistas envolve a participação de células olfatórias de revestimento (OEC, na sigla em inglês), que os pesquisadores já sabiam que podiam ajudar no tratamento de lesões na medula espinhal, por causa de suas propriedades únicas.
Essas células podem apoiar o crescimento de fibras nervosas que criam uma “via” entre o nariz e o cérebro. Pesquisas anteriores com animais já haviam mostrado que as OECs podiam auxiliar na regeneração de partes das células nervosas (axônios) que transmitem sinais de modo a formar uma “ponte” entre o tecido danificado e não danificado na medula espinhal.
Sendo assim, os cientistas injetaram OECs dos próprios cães no local de suas lesões na medula, o que lhes ajudou a andar novamente. Uma fase do experimento em pacientes humanos estabeleceu que esse procedimento era seguro.

O estudo

34 cães de estimação que tinham sofrido lesões na medula espinhal como resultado de acidentes e problemas nas costas participaram da pesquisa.
Um ano ou mais depois de seus ferimentos, os animais não eram capazes de usar suas patas traseiras para caminhar, nem podiam sentir dor nelas.
Muitos dos cães eram dachshunds, ou “salsichinhas”, que são particularmente propensos a este tipo de lesão. Ao contrário dos humanos, os cães podem sofrer sérios danos à sua medula espinhal apenas por ter uma hérnia de disco.
Em um grupo de cães, os cientistas retiraram OECs do revestimento de seus próprios narizes e injetaram essas células no local de sua lesão. Outro grupo apenas recebeu placebo. O estudo foi “às cegas”, o que significa que nem os pesquisadores nem os donos dos cães sabiam quais animais receberam o tratamento ativo ou o placebo até que o estudo terminasse.
Os cientistas observaram os cães para reações adversas por 24 horas antes deles serem devolvidos aos seus proprietários. Em seguida, testaram a função neurológica dos animais a cada mês, avaliando também sua capacidade de andar em uma esteira.
Uma melhoria significativa foi observada nos cães que receberam OECs, mas não naqueles que receberam placebo. Os cães tratados com as células conseguiram mover os membros posteriores anteriormente paralisados e coordenar seus movimentos com suas patas dianteiras.

Jasper, o cão sortudo

O cão desse vídeo inspirador se chama Jasper. Ele é um dos exemplos de sucesso da nova técnica. O vídeo mostra ele no início do tratamento comparado com seis meses depois.
Hoje, conforme ele passeia pelo gramado, é difícil acreditar que foi incapaz de usar suas patas traseiras há apenas dois anos.
Um acidente que fez seu disco deslocar e lesionou sua medula deixou Jasper paralisado em 2008. Ele precisou de anos de
fisioterapia e um carrinho especial para se locomover.
Depois do tratamento com OECs injetadas, Jasper passou a mover suas pernas traseiras anteriormente paralisadas e a coordenar seus movimentos com seus membros dianteiros. O cão de dez anos de idade agora corre e até nada sem ajuda alguma.
Seu proprietário, May Hay, disse: “Antes do tratamento, ele era incapaz de andar. Era de partir o coração. Agora, não podemos impedi-lo de correr ao redor da casa. Ele consegue acompanhar os dois outros cães que eu possuo sem problemas. É totalmente mágico”.

Cães x humanos

Os pesquisadores explicam que, apesar dos cães terem conseguido andar novamente, novas conexões nervosas só foram geradas em distâncias curtas dentro da medula espinhal, não longas.
Isso significa que as mensagens neuronais estavam sendo realizadas em toda a parte previamente danificada da medula espinhal, mas em distâncias curtas dentro da medula espinhal, não em distâncias maiores necessárias para ligar o cérebro com a medula espinhal.
“Estamos confiantes de que a técnica pode ser capaz de restaurar pelo menos uma pequena quantidade de movimento em pacientes humanos com lesões na medula espinhal, mas é difícil dizer se pode restaurar toda a função perdida”, explica Robin Franklin, um dos pesquisadores do estudo. “É mais provável que este procedimento poderá um dia ser usado como parte de uma combinação de tratamentos, ao lado de drogas e fisioterapias, por exemplo”.
“Esta não é uma cura para a lesão medular em humanos. Mas é o avanço mais encorajador dos últimos anos e um passo importante no caminho em direção a ela”, comenta Geoffrey Raisman, professor da aérea de regeneração neural da Universidade College London (Reino Unido).
Outro problema destacado pelos pesquisadores é que os pacientes humanos com lesões na coluna vertebral valorizam muito mais retorno de função sexual e continência do que mobilidade melhorada.
Alguns dos cães do estudo de fato recuperaram o controle de seus intestinos e bexigas, mas esse número não foi estatisticamente significativo.[DailyMail, MedicalXpress]

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

PetNotícia: Não é fácil se despedir dos animais de estimação

 Quem já perdeu um pet querido sabe como é difícil dizer adeus. Matéria retirada da Veja:


Não é fácil se despedir dos animais de estimação (link)

Reportagem de VEJA desta semana mostra que donos de bichos de estimação estão diante de um novo dilema ético e afetivo: sacrificar ou cuidar até o fim dos bichinhos enfraquecidos pelas doenças da velhice

Carolina Melo
Linfoma felino - Luciana e seu gato Vítor, paciente em estado terminal: “Não posso ser egoísta, se ele começar a sofrer muito, terei de optar pela eutanásia
Linfoma felino - Luciana e seu gato Vítor, paciente em estado terminal: “Não posso ser egoísta, se ele começar a sofrer muito, terei de optar pela eutanásia (Fotos: Claudio Gatti)
Ninguém gosta de pensar no momento em que será obrigado a se desfazer de seu animal de estimação - mas não é fácil cuidar dele quando ele fica velho e doente. Muitas vezes, quando os males da idade causam sofrimento ao bichinho, impondo-lhe uma má qualidade de vida, o veterinário dá o temido conselho: o melhor é sacrificá-lo. A eutanásia em animais domésticos tem se tornado necessária e frequente porque eles vivem muito mais do que no passado. Antigamente, era raro um cãozinho ou gato viver tempo suficiente para sua velhice se tornar um problema. Hoje, isso é muito comum. Os avanços na medicina veterinária verificados na última década permitem que os animais domésticos tenham uma longevidade inédita na história. Repete-se, com eles, o mesmo fenômeno que ocorre com os humanos, também beneficiados pela medicina. Os cães podem chegar aos 18 anos e os gatos, aos 20. Isso é o dobro da média dos anos 80. O lado negativo desse aumento na longevidade é o surgimento de doenças próprias da idade avançada, como insuficiência renal, problemas cardíacos e câncer.
Alívio temporário - Teixeira e a mulher, Maria Estela, com a cadela Nanuche: "Já tínhamos optado pela eutanásia, mas ela se recuperou em parte"
Alívio temporário - Teixeira e a mulher, Maria Estela, com a cadela Nanuche: "Já tínhamos optado pela eutanásia, mas ela se recuperou em parte"
A aplicação frequente da eutanásia a cães e gatos fez com que, há seis meses, o Conselho Federal de Medicina Veterinária emitisse uma resolução complementar ao seu código de ética tratando do assunto. “As mudanças, no geral, indicam maior preocupação com o bem-estar dos animais”, diz o veterinário Marcelo Teixeira, membro do conselho e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Pelo novo texto, foram classificados como inaceitáveis os métodos de eutanásia tradicionais, como submeter o animal a horas de aspiração de vapores de éter, o que lhe causa dores nos pulmões. A resolução recomenda, para o sacrifício do animal, métodos indolores como o uso de anestésicos, hoje o procedimento mais utilizado pelos veterinários. Os anestésicos são os mesmos usados em cirurgias, mas injetados em doses três vezes maiores. Quando o animal apaga, injeta-se cloreto de potássio, para estimular o coração a parar de funcionar. O animal não sente nada e morre de parada cardiorrespiratória entre 15 e 30 minutos após a aplicação do anestésico. O procedimento custa entre 300 e 600 reais, dependendo do tamanho do animal. Foi por meio de anestésicos que, há três meses, a consultora de moda paulistana Christina Kiraly sacrificou seu golden retriever George, de 14 anos. Após um ano lutando sem sucesso contra um câncer no fígado do cão, ela optou pela eutanásia. “Ele não era mais o mesmo”, relata. “Eu não conseguia assistir àquele sofrimento. Já conheci gente que prefere manter seu animal em agonia, mas eu não faria isso com o meu”, ela diz. Para aliviar a dor da perda, Christina guarda as cinzas de George numa urna.
Quem, mesmo aconselhado pelos veterinários a realizar a eutanásia, prefere não sacrificar o amiguinho, deve se preparar para manter em casa um animal que requer tratamentos semelhantes aos utilizados em humanos, inclusive no preço cobrado por eles. A professora paulista Luciana Fernandez gastou 7 000 reais nos últimos dois meses para tratar de um linfoma que acometeu seu gato Vítor, de 10 anos. O animal foi tratado com quimioterapia, mas não teve boa resposta à medicação. Vítor é considerado um paciente em estado terminal, tem dificuldade para andar e precisa de medicamentos diários. “Prefiro acordar um dia e encontrá-lo morto a levá-lo a algum lugar para matá-lo”, ela diz. “Mas não posso ser egoísta, se ele começar a sofrer muito, terei de optar pela eutanásia”, completa. O advogado Lincon Teixeira e sua mulher, Maria Estela, desembolsaram 20 000 reais nos últimos sete meses para combater a insuficiência renal da cadela maltês Nanuche. O animal parou de comer, beber água e andar. “Já havíamos optado pela eutanásia se ela continuasse assim, porque ela estava sofrendo muito”, diz Estela. Nanuche se recuperou dos sintomas e seus donos acreditam que ela ainda tem qualidade de vida para seguir em frente. Há três anos o labrador Ring, da administradora Tatiana Hirakawa, ficou paralítico e se submeteu a uma cirurgia na coluna. Os veterinários a advertiram que, se ele não recuperasse os movimentos, o sacrifício seria a melhor opção. “Já gastei 15 000 reais em tratamentos e Ring recuperou, em parte, os movimentos”, ela conta.
Cirurgia na coluna - Tatiana e o labrador Ring, que ficou paralítico: 15 000 reais em tratamentos para evitar o sacrifício do animal
Cirurgia na coluna - Tatiana e o labrador Ring, que ficou paralítico: 15 000 reais em tratamentos para evitar o sacrifício do animal
A escritora americana Jessica Pierce, que há um ano sacrificou seu labrador, acaba de lançar nos Estados Unidos o livro The Last Walk (A Última Caminhada), em que aborda a eutanásia animal sob vários aspectos. Ela chama atenção para o fato de que muita gente sacrifica os animais porque simplesmente não tem paciência para cuidar deles quando velhos. Escreve Jessica: “A eutanásia de animais domésticos está profundamente enraizada na cultura americana, e raramente refletimos sobre as questões morais que ela envolve”. Nos Estados Unidos, 35% da população de 172 milhões de animais de estimação é considerada como paciente geriátrico. Isso abriu uma nova frente na medicina veterinária americana - os cuidados paliativos. Assim como é feito com os humanos, a medicina paliativa ameniza a dor e o sofrimento dos pacientes em estado terminal, até o momento da morte. Quando o sofrimento é incontornável e nem a medicina paliativa funciona, no entanto, o sacrifício pode ser a melhor solução para o amiguinho de longa data. 
Morte por injeção - Christina e a urna com as cinzas do golden retriever George:"Eu não conseguia mais assistir àquele sofrimento"
Morte por injeção - Christina e a urna com as cinzas do golden retriever George:"Eu não conseguia mais assistir àquele sofrimento"
Amigos por mais tempo

terça-feira, 20 de novembro de 2012

PetNotícia: Atividades com cães transformam cotidiano de idosas

 E quem duvida do bem que eles fazem? Reportagem retirada do portal O Povo, de Fortaleza:


Atividades com cães transformam cotidiano de idosas (link)

Com o projeto Terapia Assistida por Cães, 12 idosas da Casa de Nazaré têm reabilitação física e psicológica. Atividade conta com duas cadelas. Instituição promove jantar beneficente para conseguir reforma da sede

Dona Maria de Lourdes Araújo da Silva e a cadela Aninha são parceiras na terapia oferecida na Casa de NazaréO olhar distante de uma senhora quase centenária nada refletia a menina levada, que fazia o terror em Assaré. Antes, as travessuras de infância não mais ganhavam vida através das histórias contadas por Tereza Gonçalves, carinhosamente chamada dona Cotinha. O vazio, no entanto, foi preenchido há cerca de um ano, quando dona Cotinha conheceu duas novas amigas, a Aninha e a Lua. O encontro ocorreu durante as sessões do projeto Terapia Assistida por Cães, promovido por entidade homônima no lar de idosos Casa de Nazaré.
 O projeto promove terapia física e psicológica a 12 idosas com o auxílio de duas cadelas de oito anos, das raças poodle e shih-tzu, e equipe com fisioterapeuta, psicóloga e condutora de animais. A presença dos animais é fator motivacional essencial para o projeto, conforme o fisioterapeuta Allan Fechine. Ele explica que o trabalho fisioterápico em idosos precisa enfrentar o desânimo diante de exercícios físicos. “Com o projeto, conseguimos trabalhar controle de pressão arterial, fortalecimento dos membros inferiores, equilíbrio para evitar quedas e socialização”, enumera.
As atividades trouxeram ainda resultados na coordenação motora e cognitiva das participantes, além de melhorar o relacionamento interpessoal e a afetividade, de acordo com Márcia Correia, assistente social da casa. “Muitas idosas são desamparadas. As famílias se afastam. Na interação com os cães, elas extravasam o vazio afetivo”. O medo foi um dos pontos de superação observados por ela. “Eu percebia limitações e inseguranças. Medo de ficar em pé. Hoje passaram a ter mais desenvoltura”, comemora.
Com seus 92 anos, dona Cotinha é uma das que já arriscam alguns passos sem a bengala. As cadelinhas treinadas pelo projeto vieram reacender a velha paixão por bichinhos de estimação. “Sempre gostei de animais. Tinha cachorro, gato”, relembra a prima legítima de Patativa do Assaré que adora recitar versinhos resgatados da memória para as colegas de terapia. “Oh! que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!”, declamou, citando o poeta Casimiro de Abreu.
Jantar beneficente
A Casa de Nazaré completou 71 anos neste ano. De acordo com Márcia Correia, a entidade sempre esteve mesmo prédio, que até agora nunca teve reformas estruturais. Pensando em adequar o espaço para as necessidades dos idosos que vivem no local, a entidade promove jantar beneficente no dia 7 de dezembro, às 19h30min. Conforme a assistente social, qualquer pessoa pode participar da festa, adquirindo os ingressos na própria sede da casa. O dinheiro arrecadado será revertido em recursos para a obra.
ENTENDA A NOTÍCIA
Por meio do projeto Terapia Assistida por Cães, 12 idosas da Casa de Nazaré têm atividades de reabilitação física e psicológica com duas cadelas. Após um ano de trabalho, foram observadas melhorias físicas e psicológicas

Serviço 
Jantar Beneficente Casa de Nazaré
Quando: 7/12, às 19h30min
Onde: Casa de Nazaré (rua Padre João Piamarta, 465, Parreão)
Quanto: R$ 15 (venda de ingressos antecipados no local)
Outras informações: (85) 3494 6164

domingo, 18 de novembro de 2012

PetNotícia: Creche para cachorros é a solução para proprietários com tempo escasso

 Dica bem legal para quem não tem tempo suficiente para "gastar" a energia do seu pet! Matéria retirada do portal R7:

Creche para cachorros é a solução para proprietários com tempo escasso (link)

Cães passam o dia fazendo atividades
Do R7 com Fala Brasil

Creche

Uma novidade está agitando o mercado de pets e vem se tornando uma necessidade cada vez  requisitada para proprietários com pouco tempo disponível para atender as necessidades de seus bichinhos: são as creches para cães.
Funciona assim: logo pela manhã o taxi-dog vai retirar o pet em casa e leva para a creche onde os cãezinhos passam o dia fazendo atividades e tomam até banho de ofurô para relaxar.
O resultado no fim do dia, são cães voltando para casa  felizes e querendo apenas a boa companhia de seu dono. Veja o vídeo!

PetNotícia: Veja lista com cães cheios de charme e estilo

 Fotos bem legais do G1.
Veja lista com cães cheios de charme e estilo (link)

No México, cão foi visto usando óculos, tênis e roupinha jeans. Nas Filipinas, cães usaram chapéu e óculos escuros para 'pedir' esmola.


Na semana passada, o cão chamado "Café" chamou atenção no México ao ser fotografado de óculos de sol, tênis e uma roupinha jeans. Abaixo, G1 reúne esse e outros cães estilosos.
Cão chamado 'Café' foi fotografado no México usando óculos de sol, tênis nas quatro patas e uma roupinha jeans. (Foto: Marco Ugarte/AP)Cão chamado 'Café' foi fotografado no México usando óculos de sol, tênis nas quatro patas e uma roupinha jeans. (Foto: Marco Ugarte/AP)
Em 2010, os cães chamados ‘Habagat’ e ‘Bagwis’ foram flagrados Manila, nas Filipinas, pedindo esmola. Estilosos,.os animais usavam chapéu e óculos escuros enquanto seguravam uma cestinha com a boca.  (Foto: Pat Roque/AP)Em 2010, os cães chamados ‘Habagat’ e ‘Bagwis’ foram flagrados Manila, nas Filipinas, pedindo esmola. Estilosos, os animais usavam chapéu e óculos escuros enquanto seguravam uma cestinha com a boca. (Foto: Pat Roque/AP)
Um cão foi fotografado usando óculos de sol fashion, em junho deste ano, em Madri, na Espanha. (Foto: Dominique Faget/AFP)Um cão foi fotografado usando óculos de sol fashion, em junho deste ano, em Madri, na Espanha. (Foto: Dominique Faget/AFP)
Em agosto deste ano, o cão fox-terrier Browser foi flagrado de óculos escuros para enfrentar dia de calor em Portland, no estado americano de Oregon.  (Foto: Don Ryan/AP)Em agosto deste ano, o cão fox-terrier Browser foi flagrado de óculos escuros para enfrentar dia de calor em Portland, no estado americano de Oregon. (Foto: Don Ryan/AP)
Em agosto de 2011,  o cão Mo foi visto de óculos enquanto passeava com seu dono em Gelsenkirchen , na Alemanha.  (Foto: AP)Em agosto de 2011, o cão Mo foi visto de óculos enquanto passeava com seu dono em Gelsenkirchen , na Alemanha. (Foto: AP)
Em março deste ano, cão foi fotografado de óculos enquanto andava na garupa de uma Harley Davidson en Dubuque, no estado americano de Iowa. (Foto: Jeremy Portje/Telegraph Herald/AP)Em março deste ano, cão foi fotografado de óculos enquanto andava na garupa de uma Harley Davidson en Dubuque, no estado americano de Iowa. (Foto: Jeremy Portje/Telegraph Herald/AP)
Em maio deste ano, um cão foi fotografado de óculos de sol enquanto curtia o calor em Budapeste, na Hungria. (Foto: Bela Szandelszky/AP)Em maio deste ano, cão foi fotografado de óculos de sol enquanto curtia o calor em Budapeste, na Hungria. (Foto: Bela Szandelszky/AP)